A opinião de um oficial português sobre a opção da MB pelo Scorpène
Já naveguei muito em navios franceses, julgo que os marinheiros brasileiros, que navegam agora no Foch/ S. Paulo podem começar a fazer uma ideia. Toda a tecnologia tende para a complicação, sem razão aparente.
Dir-se-ia que sejam americanos, sejam alemães, dão sempre um jeito de fazer mais simples que o francês. Mais simples, mais barato e, não raramente mais sofisticado e eficiente.
Por razões que se desconhece, o Brasil parece estar a ser governado num rumo de enorme despesa para um destino que, longe no tempo, se avista através duma bruma ainda muito densa. Estranhamente, andou navegando muitos anos em singradura segura, tentando alcançar o mesmo porto, para quando já ia a meio caminho, meter leme todo a Boreste e recomeçar tudo de novo.
Segundo os submarinistas portugueses, neste momento a conduzir as provas do “Arpão” e do “Tridente”, estamos perante duas máquinas duma sofisticação e duma simplicidade imensa. A satisfação com o produto U-209PN é grande e anseia-se o inicio da sua operação em pleno na Marinha Portuguesa.
Para onde vai a esquadra do Brasil?
Cumprimentos,
João Gonçalves
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