Marinha do Brasil avalia projeto de porta-aviões indiano
No mês passado, a Marinha do Brasil enviou um militar da reserva para avaliar o projeto de um porta-aviões indiano.
Segundo oficiais, não há nenhum estudo sobre eventual aquisição, sendo apenas um intercâmbio técnico para manter a “cultura” aeronaval.
O primeiro porta-aviões de construção autóctone (Indigenous Aircraft Carrier – IAC) da Índia, o futuro INS Vikrant, deve iniciar os testes de mar em 2020. Atualmente, a Marinha Indiana opera um único porta-aviões, o INS Vikramaditya, ex-Almirante Gorshkov da Marinha Soviética.
Os primeiros testes de decolagem de aviões de caça do convés de voo do INS Vikrant serão realizados tão logo o navio esteja pronto.
O IAC de 40.000 toneladas tem 262 metros de comprimento, com uma largura máxima de 62 metros. Ele foi projetado para transportar de 30 a 40 aeronaves, incluindo caças MiG-29K, LCA Tejas naval e helicópteros anti-submarino e de reconhecimento.
O IAC suportará as operações STOBAR (Short Take Off But Arrested Recovery – decolagem curta com pouso enganchado) com uma rampa “ski-jump” para decolagem como o INS Vikramaditya, em vez de uma catapulta a vapor.
O porta-aviões foi projetado com um alto grau de automação na operação de suas máquinas, navegação e equipamentos de sobrevivência. Ele levará uma tripulação de 160 oficiais e 1.400 subalternos.
O navio é equipado com um sistema de gerenciamento de combate desenvolvido de forma autóctone pela Tata Power em colaboração com o WESEE (Weapon and Electronics System Engineering Establishment) e a MARS da Rússia.
A propulsão é composta por 4 turbinas a gás GE LM2500, na configuração COGAG, que permitirão uma velocidade máxima de 28 nós e autonomia de 8.000 milhas náuticas.
O porta-aviões terá uma suíte eletrônica avançada com radares 3D multifuncionais e forte armamento antiaéreo, composto por 4 canhões Otobreda 76 mm, 2 lançadores verticais de 32 células para mísseis Barak 1 e Barak 8, além do CIWS AK-630.