ARA ’25 de Mayo’: muitas aeronaves para um pequeno navio-aeródromo
Por @MarianoSciaroni, no X
Muitos aeronaves em um porta-aviões pequeno. Um dos problemas do porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo durante o conflito das Malvinas foi onde acomodar tantos aviões e helicópteros em um espaço tão pequeno e com uma capacidade de hangar muito limitada.
Na navegação inicial não houve problemas, mas, quando o porta-aviões zarpou para encontrar a frota britânica, o Grupo Aeronaval Embarcado era composto por 17 aeronaves (8 aviões A-4Q e 4 S-2E, assim como 3 helicópteros Alouette III e 2 Sea King). Muitos.
Com apenas 2 elevadores e uma catapulta, todos os movimentos tinham que ser bem coordenados. Além disso, o uso do elevador de popa limitava o pouso de aviões, e o de proa, o catapultamento. Outro problema era o espaço limitado para posicionar os aviões no convés.
Por exemplo, para catapultar o Tracker que estava pronto como o número 8, era necessário retirar o A-4Q que estava como ILC (Interceptor), levá-lo à popa, mover o Tracker para a catapulta, etc. Tudo isso levava muito tempo e, no ínterim, não se podia aterrissar nem utilizar nenhum elevador.
Em suma, embora a operação tenha sido realizada de forma eficaz e eficiente, o porta-aviões foi levado ao limite com tantos aviões e tantas operações aéreas. Um detalhe poucas vezes analisado da guerra de 1982.
Livro “A Carrier at risk”
O excelente livro “A Carrier at Risk – Argentine aircraft carrier and anti-submarine operations against Royal Navy’s submarines during the Falklands/Malvinas War, 1982”, do estudioso argentino Mariano Sciaroni, traz informações inéditas sobre as operações dos submarinos nucleares ingleses para caçar e afundar o porta-aviões argentino ARA 25 de Mayo durante a Guerra das Malvinas/Falklands em 1982, os equipamentos usados pelos dois lados e relatos de militares envolvidos. Para concluir a obra, o autor teve acesso a muitos documentos desclassificados pelos britânicos através da Lei de Liberdade de Informações. Clique na imagem do livro para comprá-lo na Amazon.
A despeito da coragem dos marinheiros argentinos, mas o 25 de Mayo era o símbolo da Armada na Guerra:
Foi a primeira Força a sair correndo quando a corda apertou, e o Exército e a FAA que se virassem.
E lembrando que a idéia original de invadir as Falkland’s foi da Armada…
Ainda bem que a nossa Marinha só tem como ideia maior o submarino nuclear.
Nesse sentido a MB nem precisa de guerra para ser destruída. Ela mesmo o faz com os gastos do seu orçamento.
Guerra não é boa nem para países acostumados como a russia que está sofrendo, imagina Banarnia entrando em um conflito com toda essa organização habitual de brasileiros.
Levando-se em consideração que, nas poucas vezes em que entramos em guerra, fomos pegos de calças na mão, é melhor continuarmos com “a paz queremos com fervor” mesmo…
Se o Brasil entrar em um conflito, ele vai acabar muito rápido, já que a última vez que fizeram as contas, as forças armadas tinham munição pra uma hora de guerra.
1 hora de guerra… Difícil essa. Dá-lhe chute!
Tirei a informação daqui:
https://www.forte.jor.br/2012/08/13/brasil-tem-municao-para-1-h-de-guerra-dizem-generais/
Não sei se você já ouviu falar da trilogia…
É que ter munição em estoque para 1 hora de combate é diferente de ter capacidade produtiva!
Nossas fabricas de munição tem capacidade de produção diária de quanto?
Realmente não sei, mas a afirmação de “1h de guerra..” não pode ser tomada como incapacidade de se proteger.
Sem contar que uma guerra não começa do nada.
Sempre há uma escalada, e durante este tempo, podemos aumentar nosso estoque.
Discordo completamente de você. Deveríamos ter um estoque para meses, sendo substituído por novos, utilizando os mais velhos em treinamento em um simples controle de estoque.
Produção mensal e consumo mensal….
Sulamericano,
Ainda que, na época da matéria que você juntou, a munição fosse suficiente para “uma hora de guerra”, temos que lembrar que estoque de munições em tempos de paz e de guerra são diversos.
Uma guerra não começa do dia pra noite. Há crises diplomáticas, escalada de tensões, mudanças geopolíticas etc.
Tem que ser uma potência militar de altíssimo nível para se dar ao luxo manter um estoque enorme sem uso minimamente previsto.
No Brasil, se gastássemos bilhões em munições para ter um estoque enorme que fosse vencer sem uso, iriam dizer que foi dinheiro jogado fora.
A marinha e exército que inventaram esta guerra para distrair o povo do desastre econômico e social. mal chamaram a força aérea. mas na hora do ‘vamos ver’ foi a força mais covarde.
a lista de erros dos hermanos é enorme
Esse é um problema dos argentinos com os ingleses. O Brasil tem que valer do princípio da neutralidade que consta na Constituição e dizer “vocês que são brancos que se entendam”.
“O Brasil tem que valer do princípio da neutralidade que consta na Constituição”
kkkkkk brasil é o neutro que escolhe lado e ainda escolhe o pior lado e de preferência o lado que traz benefício negativo
Benefício negativo?
Essa é nova.
É que mais (+) com menos (-) dá menos!
Então o benefício positivo com o benefício negativo fica benefício negativo.
Acho que expliquei bem…
Por que em grande parte das vezes se posicionar é burrice. como nessa questão. Vai reconhecer as ilhas como inglesas e os argentinos irritados resolvem parar de comprar nossos produtos. Ou faz o contrário e os ingleses é que param o comércio com a gente. Não há ganho em tomar lado nessa questão. Da mesma forma, não há ganho se posicionar em conflitos que não estejam afetando os interesses do país. Falando puramente do lado comercial, sem questionar quem está certo, ser neutro na questão da Ucrânia faz sentido para o Brasil também. Muito mais do que tomar lado. Até… Read more »
Perfeito, Xará!
Isso na sua ótica, certo?
Ter um porta-aviões e não ter condições de usá-lo num conflito essencialmente naval é algo próximo da irresponsabilidade, um verdadeiro delírio..
No fim, tudo não passou de uma aventura…
Claro, ótima ideia, vamos nos meter nisso sem necessidade e com essas justificativas.
Aí amanhã os moradores do Amapá se levantam e começam a gritar em coro que não querem mais ser brasileiros, querem ser franceses…entregamos para a Guiana Francesa então?
Embora eu concorde em gênero, número e grau que devemos ficar totalmente neutros nessa questão das Falklands, a situação das ilhas antes do conflito era totalmente diferente da questão do Amapá. Tooooootalmente.
Independente se é diferente ou não, já pararam pra pensar no motivo de que NENHUM país no mundo apoia diretamente movimentos separatistas?
Porque todo país tem um movimento desses dentro de sí, e isso abriria precedentes perigosíssimos.
Se a Inglaterra e Espanha apoiarem isso no exterior, no sgundo seguinte Catalunha e Escócia dirão “opa, é mesmo?”
O Brasil não é diferente….
É diferente no tocante que dois países diziam que aquele território era deles, ao passo que França não diz que o Amapá é dela. Nossas fronteiras são muito bem resolvidas (agradeça à Rio Branco).
O maior problema territorial do Brasil chama-se: “Reservas Indígenas”
“O maior problema territorial do Brasil chama-se: “Reservas Indígenas”
Um motivo mais do que suficiente pra simplesmente NÃO se meter nesse problema das Falkland’s.
Pros EUA e Europa começarem com papo de que “as reservas indígenas devem ter total autonomia”, é um pulo.
Bem…. Aí então os USA tambem tem um problemão, certo?
Sim, tenho consciência disso Leandro. Apenas quis dar um exemplo prático pro cidadão ali de que a sua ideia aparentemente inofensiva e simplória (“o Brasil deveria reconhecer a soberania inglesa sobre as Falklands” já que “nenhum morador da ilha quer ser argentino”) poderia ter consequências bem desagradáveis para nós. E tudo isso apenas porque ele “acha” que o Brasil “não pode ficar neutro, tem que se posicionar”. Como se o mundo real e da geopolítica fosse como no instagram ou tik tok, em que os sabichões vão lá e despejam as mais desnorteadas ideias simplesmente porque “acham que tem que… Read more »
Nossa que ______
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Vou te ajudar: O Brasil faz do planeta, faz parte da comunidade internacional então se espera posicionamento do país. Amapá é um estado onde residem brasileiros, filhos e netos de brasileiros que falam português ao contrário das Falklands onde a população é de origem européia e nunca recebeu nenhum recurso da Argentina nem foi habitado por argentinos. _______
COMENTÁRIO EDITADO. DEBATA OS ARGUMENTOS SEM ATACAR OU PROVOCAR AS PESSOAS.
LEIA AS REGRAS DO BLOG:
https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/
Jesus amado…nem cheguei a ver o que ele escreveu em resposta ao meu comentário, mas pela tesourada que o administrador deu nessa resposta já imagino que tipo de resposta foi.
Até poderia debater a sua réplica – a parte que não foi suprimida né – mas vejo que você não está disposto a isso. Sua intenção é outra.
Então, passar bem.
E quem espera posicionamento? Aqueles que não o praticam?
Temos que nos posicionar sim, com inteligência e bom senso. Além do Amapá, podemos ter problemas hipoteticamente com Acre, Ilha da trindade, vária áreas do Amazonas etc. Nunca se sabe.
Eu queria muito estar presente na reunião de militares que decidiu pela invasão das Malvinas em 1982.
Só para ouvir os “argumentos”.
Não consigo crer que eles realmente acharam que o UK não faria nada.
Queria muito saber que tipo de argumento foi falado nessa ocasião (ou delírio).
“Eu queria muito estar presente na reunião de militares que decidiu pela invasão das Malvinas em 1982.”
Pode apostar seu couro que, sobre a mesa dessa sala de reuniões aonde isso foi decidido, estava lotado de um….certo pó branco…
Mas eu queria MESMO era estar presente quando a Junta recebeu a notícia de que a Royal Navy estava indo em peso em direção as ilhas, de que os EUA ficaram do lado da Inglaterra, e que o resto do mundo e da AL simplesmente não deu a mínima pra Argentina….
Totalmente contrário do que a Junta imaginava.
É verdade, esse deve ter sido outro grande momento para os idealizadores dessa guerra.
Dizem as teorias conspiratórias que a junta militar Argentina foi aliciada pelo governo do Regan para a tentativa de retomada das Falklands com a promessa de neutralidade dos EUA. Na época a ditadura Argentina tava bem mal e, quando as coisas vão mal, nada como uma guerra pra inflamar o nacionalismo. Já no Atlântico Norte, a Thatcher tava bem mal politicamente e com uma imagem desgastada, e uma derrota nas próximas eleições era tida como certa. A guerra das Malvinas virou o jogo em favor da Thatcher, reacendeu o espírito nacionalista britânico e o partido dela venceu as eleições seguintes.… Read more »
Delírio essa teoria conspiratória.
Essas “teorias conspiratórias” provavelmente foram inventadas pelos próprios argentinos, pra fingurem que a culpa disso tudo não foi, única e exclusivamente, dos militares deles.
Mas como você disse, quem se deu bem foi a Tatcher.
Principalmente porque a Margaret Thatcher tinha mais bolas, além de cérebro, que os generais argentinos. Acredito que os soldados argentinos lutaram bravamente e culpa por essa estupidez foi dos imbecis, prepotentes e, porque não dizer, malucos que governavam a Argentina
Grandes vasos de guerra sem uma escolta adequada viram alvos fáceis. E com tantos problemas o melhor a se fazer é recuar ou sofrer as consequências igual ao cruzador general belgrano.
A 25 de Mayo tinha três escoltas. Está no livro.
Na verdade o ARA 25 de Maio foi vítima de um capitão covarde que inventou relatórios falsos sobre ausência de vento naquela latitude pra lançar os A-4 com carga de bomba significativas pra atacar a frota britânica , inventou só pra fugir do combate!! Deveria ter sido preso assim que voltou a Argentina!!
ola tudo bem?
Teria alguma fonte pra corroborar este seu argumento? de antemão agradeço
A tripulação inteira seria testemunha desse suposto ato, não acha?
Ou todo mundo aderiu ao comandante?
Exato. Cada postagem sem noção…
O ARA 25 de Mayo fez tudo certinho…e mostra e mostrou o peso de um c9nceito clássico versus um classe invencible…. Mesmo sendo menor, mais velho, com 400 ton de combustivel aeronaval versus 900ton do Invencible, mas por operar tipos mistos de asa fixa, conseguiu manter patrulha anti ASUW, não foi interceptado pelos subnukes, chegou ao local de combate, identificou a posição dos Nae Britânicos primeiro…..mas…mas…velhinho e sem manutenção foi ridículo naquele dia de calmaria,os motores não conseguirem fazer vento suficiente …. Mas a questão é….pequeno ou não….movimentou sua ala aérea mesmo com incômodos como o descrito….e se o navio… Read more »
O “Invincible” foi planejado para missões contra submarinos soviéticos e ter alguns poucos “Harriers” a bordo, estes poderiam ser úteis contra aviões de reconhecimento afinal os soviéticos não dispunham de NAes e significativas Alas Aéreas já que a classe Kiev não se enquadrava no conceito de NAe puro. . Os britânicos com o cancelamento de grandes NAes na década de 1960 adaptaram-se a uma nova realidade que de qualquer forma durou pouco pois já no início da década de 1980 a URSS começou a perder força para o inexorável fim em 1991. . Quanto a qual ser mais “flexível” o… Read more »
Preazdo almirante DALTON: o Minas Gerais, pelo que me lembre, era um irmão gêmeo do 25 de Mayo. Contudo acredito que ambos foram customizados para diferentes missões. QUais seriam as principiais diferenças entre eles? Obrigado! Abs
Menos, menos…..
Vou te dizer que nunca pensei isso, mas essa história da falta de vento, em pleno sul do atlântico sul, nunca me desceu… mas nunca saberemos o que de fato ocorreu, se foi isso mesmo ou algum outro fator não divulgado.
Nunca foram!
O Brasil tem que continuar do jeito que está:
Não se pronunciando sobre isso, nem de um lado e nem de outro, mas no fundo achando que a Argentina ter tomado um pau dos ingleses foi “bem-feito”.
Estamos fazendo isso a décadas, praq uê mudar agora?
Meu filho, que tal _______
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O Brasil tem essa síndrome de Peter Pan, nunca tomar posição para não machucar o coraçãozinho dos outros.
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LEIA AS REGRAS DO BLOG:
https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/
Que síndrome do Peter Pan?? Países só escolhem lados qdo isso é conveniente. A posição de neutralidade do nosso país garante cooperação com a Argentina e a Inglaterra e não ganharíamos nada reconhecendo os donos da ilha (só animosidade de um dos lados). Relações internacionais não é futebol. Vc deveria estudar mais um pouco.
Perfeito, Vinicius!
Como sempre quem decide iniciar uma guerra não é quem vai pra linha de frente…
Até hj me impressiono com a coragem dos Argentinos em tomarem a iniciativa naquela situação. A despeito de todos os problemas, carências e consequências é preciso dar os parabéns a eles, sobretudo aos aviadores navais. Pena que toda a experiência acumulada em ataques reais e planejamento/uso de navio aeródromo em situação real, tenha se perdido em continuidade e pena também ver a situação atual da gloriosa marinha Argentina, mas ficou a história. Fico imaginando nós a hipoteticamente, tentarmos retomar Fernando de Noronha de uma nação Europeia. Espero que um dia eles alcancem o objetivo de ver uma só Argentina.
Exceto os tripulantes dos S2, o que os aviadores navais fizeram?
Alguns dos A-4 da Armada foram usados, à partir de bases em terra, para atacar os navios Britânicos.
Isso eu sei. Tenho vários livros argentinos sobre o conflito. Pouquíssimas missões de A-4 e de MB-339, a partir da ilha. As surtidas da Aviação Naval, salvo melhor juízo, não atingiram nem 5% do total.
Verdade, mas causaram baixas desproporcionais à quantidade de missões, salvo engano.
O que nos leva novamente àquele velho debate sobre a falta de coordenação entre as Forças Argentinas.
Creio que nenhuma baixa a partir da ilha. Não de navio inglês, exceto o ataque do Super Etendard a partir do continente.
Os Super Étendard eram da aviação naval também.
Bem lembrado, Groo
Eu comprei e li o livro. Se todos o tivessem feito, não teríamos tantos comentários sem noção.
O livro está na minha lista. Da mesma editora tenho um sobre o Brasil na Segunda Guerra Mundial. Bom livro, inclusive com fotos do 1º GAvCa que eu não tinha visto ainda.
Leandro, pode compartilhar o nome conosco? Tenho interesse em adquirir.
Sim, é da mesma série “Latin America @ War – Brazilians at War – Brazilian Aviation in the Second World War” por Santiago Rivas.
Pode comprar Leandro. Ótimo livro. Aliás, já que este o tópico, recomendo também: Senta a pua, Natal USA, Até Berlim, Reminiscências da guerra do Paraguai etc. Tenho uma vasta biblioteca, mas lembrar os nomes de todos agora é nó
Que texto mal escrito…