IMAGENS: Fragata Tamandaré em construção no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul
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Nas imagens divulgadas pelo Defence 360° no X, a Fragata Tamandaré em construção no Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul (tkEBS).
A Fragata Tamandaré é a primeira de uma série de quatro navios de guerra da Classe Tamandaré, projetados para modernizar a Esquadra da Marinha do Brasil. O estaleiro está localizado em Itajaí, Santa Catarina.
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) foi iniciado em 2017 com o objetivo de substituir as antigas fragatas da Classe Niterói e aprimorar a capacidade de defesa naval do país. Em março de 2020, a Marinha do Brasil formalizou um contrato com a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis — uma parceria entre a thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech — para a construção das quatro fragatas em território nacional.
A construção da Fragata Tamandaré teve início em setembro de 2022, com o corte da primeira chapa de aço. Em 9 de agosto de 2024, o navio foi lançado ao mar em uma cerimônia realizada no tkEBS, marcando um marco significativo no programa.
As fragatas contam com características tais como deslocamento de 3.380 t, comprimento de 107 m, largura máxima de 16 m, autonomia de 5.000 milhas marítimas (9.260 km) à velocidade de cruzeiro, velocidade máxima de 25,5 nós (47,2 km/h) e uma tripulação total de cerca de 130 militares.
Elas são equipadas com sistemas de última geração, incluindo radar Hensoldt TRS-4D, sistemas de lançamento vertical para mísseis Sea Ceptor e canhões de 76 mm. Essas embarcações são projetadas para desempenhar múltiplas funções, como guerra antissuperfície, antiaérea e antissubmarino.
A construção das fragatas está gerando um impacto positivo na indústria naval brasileira, com a criação de aproximadamente 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. Além disso, o programa promove a transferência de tecnologia e fortalece a base industrial de defesa do país.
A previsão é que a Fragata Tamandaré seja entregue à Marinha do Brasil em dezembro deste ano, com as demais unidades sendo incorporadas até 2029. Essas novas embarcações serão fundamentais para a proteção das águas jurisdicionais brasileiras e para a projeção do poder naval do país.
Os primeiros quatro navios são: Tamandaré (F200), Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202), Mariz e Barros (F203), com entregas previstas para 2025, 2027, 2028 e 2029.
A Marinha do Brasil divulgou infográfico do PFCT prevendo mais quatro navios além dos quatro iniciais, com os indicativos F204, F205, F206 e F207.
Por mais que eu considere insuficiente, aparentemente a Marinha esta focada em 4 + 4 Tamandaré e 4 Scoperne.
Dessa forma a entrega no final de 2025 da primeira Tamandaré é fundamental, até para que possa ser avaliada e o quanto antes exista a decisão de nova encomenda (4).
Espero, sinceramente, que a expectativa com a Marinha em relação as Tamandaré não se torne frustrante como esta sendo com o Gripen na FAB, com atrasos e mais atrasos e entrega a conta gotas.
Acredito que as quatro primeiras, como o dinheiro para elas já está garantido, em que pese desvalorização por inflação, câmbio etc, seguirão sem intercorrências. No máximo a quarta fragata vai sofrer justamente pelas desvalorizações. Já foi noticiado aqui algumas vezes que vai faltar dinheiro pra concluir as fragatas. As conversas para uma segunda encomenda devem sair apenas após os testes de mar da cabeça da classe, até para se ter uma boa avaliação do navio. Ela poderia ser até como o Gripen 4100, um navio de testes (não exclusivo como é o Gripen) para avaliações mais profundas do navio e… Read more »
Concordo com sua análise
Melhor você ir tirando o jegue do sereno.
Niteroi, IKL, AMX… já temos história o suficiente para sabermos que não vão para a frente. Agora FCT, Scorpene e Gripen. Aqui a história se repete com uma exatidão tão grande que parece ser de propósito.
“…aparentemente a Marinha esta focada em 4 + 4 Tamandaré e 4 Scoperne“
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Se por um lado o planejamento divulgado pela própria MB aponta a necessidade de possuir 08 Escoltas, por outro, este mesmo planejamento deixa claro que não existirá nenhum novo submarino convencional sendo contratado pelos próximos 15 anos! E até agora, isso aí não mudou.
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A única coisa que existirá, em termos de submarino, é a construção do submarino nuclear de ataque que já contrataram e toda a infraestrutura dedicada a este meio. Nisso aí, ainda vão ser enterrados mais de U$ 5,0 bilhões de dólares.
“… U$ 5,0 bilhões de dólares.”
Você esta sendo bastante otimista ainda Bardini.
Só pela previsão de 2035 que já apontaram que provavelmente seja revista, esta parte do programa está virando um black hole. Daquele que tritura sem dó nem piedade o orçamento de qualquer projeto.
Não é otimismo… É uma aproximação do que falta em dólar, baseado nos últimos números apresentados pela MB, dentro do atual contrato (contrato que foi renegociado mais de uma vez). Nós ultrapassamos metade dos pagamentos da dívida do PROSUB tem pouco tempo. E sendo assim, não existirá espaço para uma nova aquisição. . A MB já apresentou o seu planejamento para a próxima década e meia. Foi publicado aqui, inclussive. No planejamento não existe nenhum novo submarino sendo contratado. Todo o dinheiro vai ser direcionado a obtenção do submarino nuclear de ataque. . E isso aí também explica o pq… Read more »
Brasil uma tribo com muito índio e pouca canoa.
Vai ter Almirante no raios de Tupã
Até que enfim imagens da Tamandaré, ve-se no fundo a 2 em construção com a parte da proa ainda não junta. Espero que venha mais 4 após essas, deixando a marinha com um número ainda insuficiente, mais novas e modernas.
Até 2029 sairá um segundo lote de Tamandaré.
Vamos esperar que até a conclusão do último submarino classe Riachuelo também saia alguma coisa, pelo menos uma unidade.
Sonhador… mas sonhar ainda é de graça, né? Não o critico. Talvez ter esperança seja melhor mesmo.
Eu pensei nas FCT não tem 1h. Mas estava justamente me perguntando se não tinha em uma imagem nova, nenhuma novidade.
Essa faixa preta na lateral é esquisita. Deixa pintura feia. Se for para colocar o escapamento na lateral, mas tiver que pintar de preto pra não sujar a pintura… não dava pra colocar na traseira pelo menos?
Tem que ficar onde os motores estão, na traseira há a necessidade de passar por uma série de outros compartimentos
Se for por os escapes de gases molhados na traseira (popa) vai onerar o projeto 👍🇧🇷⚓️😎
Infelizmente essa faixa é feia, mas é um mal necessário, pois não vai deixar os escapes dos gases denegrir o costado 🤷♂️
O navio é bonito, adiciona tecnologias e capacidades interessantes para a MB, mas é claramente sub armado. E em pouca as quantidades… deixa tudo pior.
Agora, se fosse para ter pelo menos 12 navios dessa classe, faria sentido que tivessem poucos vls.
12 dessa classe + uns 12 (mínimo 8) de uma classe com o dobro do deslocamento, algo como as Freemm, e eu acreditaria na capacidade da MB.
Nunca conseguirei entender o Brasil com uma costa gigantesca, e essa marinha minúscula. Enfim…
João, minúscula é relativo. Em meios sim, é minúscula, em pessoal não.
A marinha forma tantos “,Arrumadores” de carreira como formas “Esp. Motores”, assim vemos o real interesse dela, um verdeiro salão de festas
Algumas especialidades não deveriam ser de carreira, assim dando vaga as que realmente necessitam ser; AM; DT; MO: MR; ET; CE
Acredito ainda que: o Brasil, é ainda uma potência da América latina, tanto econômica e militar. Na militar continuo acreditando que ainda seremos lider, mas acredito que: se não ouver um investimento muito além do que já temos, isso poderá prejudicar a liderança do Brasil, na América latina. Isso é muito perigoso. O exemplo da Ucrânia, Siria, Groelandia, Panana, México e outros está claro para o mundo.
Olhando de perto,ela lembra muito a MEKO A-200,creio que seja um misto da A-100 com A-200,espero que pelo menos essas fragatas tenham o segundo lote confirme o infográfico da MB já que os submarinos nem infográfico tem,só o tal submarino nuclear.
Qual é a explicação para aquelas aberturas redondas na parte preta do casco?
Os projetos de construção das Tamandarés e dos Riachuelos caminham em uma velocidade fora do comum para padrões brasileiros.
Já pararam para pensar que, em mais 15 ou 20 anos, mantendo estes contratos de produção, neste mesmo ritimo, dedicado apenas à construção destas embarcações (sem viagem megalomanicas que sugam o orcamento da MB) e mais algumas compras de oportunidade, provavelmente teríamos embarcações suficiente para a tão sonhada segunda Esquadra?
A velocidade de construção dos submarinos me surpreende mais ainda em função da complexidade. É um aprendizado para a engenharia naval brasileira que não tem preço.