Resumo Operacional e Pacote de Ataque | Postura das Forças e Meios Navais dos EUA | Relatório por @ianellisjones no X

 

PLANOS E OPERAÇÕES

  • Em 15 de março de 2025, pouco antes das 11h44 (horário da costa leste dos EUA), o Secretário de Defesa dos EUA (SECDEF) confirmou com o Comando Central dos EUA (CENTCOM): “Autorizamos o lançamento da missão”, iniciando uma série de ataques de precisão contra mais de 30 alvos Houthi apoiados pelo Irã em todo o Iêmen, incluindo um “terrorista alvo em sua localização conhecida”; as operações continuam diariamente desde então (agora no Dia 14).
  • SECDEF: “CENTCOM estava/está no ponto. Mais ataques ocorrerão por horas nesta noite… No tempo certo, no alvo certo e com leituras positivas.”
  • O Grupo de Ataque do Porta-Aviões Harry S. Truman (HSTCSG) liderou o ataque em coordenação com a Força Aérea dos EUA (USAF).

  • Ataques navais, incluindo mísseis de ataque terrestre Tomahawk (TLAMs) e ataques aéreos por caças F/A-18E/F e drones MQ-9 Reaper da USAF, tiveram como alvo comandantes Houthi de alto escalão e atingiram locais de treinamento, infraestrutura de UAVs, instalações de fabricação e armazenamento de armas, centros de comando e controle, e sítios de radar em Sana’a, Sa’dah, Al Bayda, Hajjah, Dhamar, Ma’rib e Al Jawf.
  • Diferenças-chave em relação ao ano passado: 1) Conjunto mais amplo de alvos a serem atingidos, e 2) Delegação de autoridade operacional a comandantes no local.
  • Dezenas de baixas militares Houthi, incluindo o líder sênior Hassan Sharaf al Din e o comandante Zain al Abidin.
  • Fontes e métodos: Identificações múltiplas e positivas, incluindo o “Primeiro Alvo / Principal Homem dos Mísseis”, que estava “entrando no prédio da namorada” e que agora está em colapso; o Wall Street Journal relata que Israel forneceu as informações por meio de uma fonte humana no Iêmen.

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Alecs

Alguns sites falam que o Irã será atacado, caso não reveja seu programa nuclear.

Leandro Costa

Outros dizem que existem conversas por baixo da mesa para que o Irã pare de enviar armamentos aos Houthis em troca de afrouxamento de algumas sanções.

Mauro Oliveira

Sites ocidentais.

Qualquer um com sanidade mínima no Pentágono sabe muito bem o que acontecerá se atacarem o Irã.

Kayron

O que acontecerá?

George A.

Conflito regional, o Irã vai retaliar atacando bases americanas, campos de petróleo na Arábia Saudita e alvos em Israel, obviamente essa guerra seria o fim do país dos Aiatolás e por isso mesmo é provável que operem na base do máximo estrago possível.
Teria que ser uma operação extremamente rápida, precisa e decisiva pra evitar esse cenário, não tem lógica se vc pensar em custos e benefícios pros EUA.
MAS, parece ser uma fixação do Trump (do Vance já não sei, vide opinião dele sobre ataque aos Houtis).

Kayron

Você pode se surpreender quanto a isso. Um ataque não provocará uma queda de um regime, a menos que haja invasão terrestre, o Irã tem o país controlado, então arriscar uma guerra regional, pode não ser uma aposta deles, porque o que importa mesmo é o poder. Deve ser por isso que eles ainda não revidaram o ataque de Israel em outubro do ano passado, prometendo um ataque que até agora não chegou.

George A.

É torcer pra dessa vez não adicionarem nenhum jornalista no grupo do app privado signal onde indevidamente vão discutir detalhes confidenciais do ataque.

Macgaren

Estão mandando o segundo porta aviões, o circo vai pegar fogo.

Mauro Oliveira

Ataques inúteis que só matam civis.

O Ansar Allah resistiu anos aos bombardeios criminosos da coalizão saudita (apoiada pelos EUA); não será agora que a resistência irá se dobrar.

Dalton

O objetivo não é acabar com os “Houthis” e sim diminuir a capacidade de ataque deles
e também faze-los redirecionar recursos para consertar danos à infraestrutura.
.
Uma invasão nos moldes do Afeganistão está fora de questão, não vale a pena apesar
do Afeganistão ao menos ter deixado de ser uma base para o terrorismo internacional
e o Irã ao menos por enquanto tem se mostrado comedido, não justificando uma ação mais drástica pois no fim das contas nenhum lado quer um confronto direto.