São Paulo, abril de 2025 – Nesta terça-feira (01/04), primeiro dia da LAAD Security & Defence 2025, a Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Marinha do Brasil (MB). O ACT pretende executar estudos conjuntos para desenvolver um radar naval de busca com forte conteúdo nacional, destinado inicialmente aos navios-patrulha de até 1.800 toneladas.

A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica representa evolução para a Marinha do Brasil, no sentido de reduzir a dependência externa no campo dos radares para aplicação naval e de fomentar a Base Industrial de Defesa (BID).

A Omnisys é certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED) e possui mais de 40 produtos relacionados à Defesa. A empresa também atua no desenvolvimento tecnológico no segmento espacial, desenvolvendo e fornecendo equipamentos e sistemas embarcados em satélites.

“Estamos extremamente honrados em firmar este Acordo de Cooperação Técnica com a Marinha do Brasil. Este contrato não apenas reforça nosso compromisso com a inovação e o desenvolvimento tecnológico nacional, mas também representa um passo significativo rumo à autonomia da defesa do Brasil. Através dessa parceria, teremos a oportunidade de contribuir com soluções de radar que atendem às necessidades específicas de nossos navios-patrulha, fortalecendo assim nossa Base Industrial de Defesa e promovendo o conhecimento tecnológico em nosso país”, afirma Rodrigo Modugno, CEO da Omnisys.

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Aéreo

A Helibras dos radares.

Ramir

Que fim levou aquele projeto de radar Gaivota X ?

Rogério Loureiro Dhierio

Foi a primeira coisa que me veio a mente.
Acho que pegou carona no A-Darter, no Osório e em outros tantos que findaram….

EduardoSP

Beleza.

Mas poderiam ter escrito que as partes vão desenvolver um radar. Preferiram escrever que as partes vão executar estudos conjuntos para desenvolver um radar.

Isso significa o quê? Vão desenvolver o radar ou só explorar as possibilidades de um dia desenvolver?

É uma linguagem enrolada feita para que as pessoas não saibam o que exatamente vão fazer.

Talvez nem eles mesmos saibam. Talvez o importante seja que o dinheiro flua.

Marcos

Eles assinaram um Acordo de Cooperação Técnica. Não tem transferência de recursos e, em tese, não visa o desenvolvimento de tecnologia. Os instrumentos jurídicos mais acertados para o fim de P&D seriam um Acordo de Parceria para PD&I, ou um Convênio ECTI. Não houve contrato de fato ou parceria de desenvolvimento.

André E.

Então foi cerimônia de mentirinha? Estão só brincando de “trabalho de adulto”? Só pra tirar foto bonita e comer o coquetel?

Carlos Campos

Olha eu acho que deveriam, adaptar o M200 para isso, ele é AESA, tem 200Km de alcance , ótimo para navios menores

Diego

Concordo, não sei porque as forças armadas tem mania de cada uma querer desenvolver o seu produto, até parece que temos o orçamento de defesa dos E.U.A. Precisamos de um órgão como a DGA francesa para por fim a essa loucura.

NelsonR

Navio patrulha de 1800 toneladas???
Isto é algo sério ou mais um devaneio da marinha????

Diego

Eles querem esses navios faz tempo, se vão conseguir é outros quinhentos.

Nunes Neto

Acho q estao falando dos Amazonas, que devem esta sendo usados demais, e lembro vagamente que um ou 2 éstavam com algum radar inoperante,mas faz muito tempo.

Cassini

“[…]no sentido de reduzir a dependência externa no campo dos radares para aplicação naval[…]”

E vão firmar parceria com a filial de empresa estrangeira? Tá de brincadeira.

Marcelo

Vai padronizar a frota de navios patrulha com radar estrangeiro (Thales) que será montado na filial aqui do Brasil e assim diminuir custo de operação e de manutenção e obsolência.
Sera fabricados aqui no Brasil os parafusos e a chaves de aperta os parafusos como conteúdo nacional e está tudo certo.
Lembrando que é enviado da Europa os kits para ser montados na filial.
A marinha contratou também um sistema anti drone para proteção das instalações do programa nuclear da marinha.