1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
NF Almirante Graça Aranha - H 34 Classe Alte. Graça Aranha
"Orgulho de ser Graça Aranha"
D a t a s
Batimento
de Quilha: janeiro de 1973
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
1.070 ton. (leve), 1.343 ton (padrão) e 2.390 ton (carregado). Eletricidade: dois geradores Toshiba de 312,5 kVA cada um, acionados por dois motores de combustão auxiliar (MCA) MWM modelo TBD-232-V-12 de 12 cilindros com 1800 rpm cada. Um motor gerador de emergência Scânia de 112,5 kVA. Velocidade: máxima de 14 nós. Raio
de Ação: ? Equipamentos: 1 guindaste eletrohidráulico com lança de 18 metros e capacidade de 10 toneladas; duas Embarcações de Desembarque de Viaturas e Pessoal - EDVP; uma Lancha de Emprego Geral - LEG; um RHIB para 16 homens; uma pick-up Toyota e um Jeep. Oficina de Sinalização Náutica, Eletrônica e Elétrica. Porão de Carga com capacidade de 1.057 m3, câmaras frigoríficas, lavanderia, barbearia, cantina, gabinetes dentário e médico, farmácia e enfermaria. Aeronaves: 1 helicóptero Westland UH-2 Wasp, mais tarde substituído por um Helibras UH-12/13 Esquilo. Equipado com hangar telescópico. Código
Internacional de Chamada: PWGA
(antes PXGA)
H i s t ó r i c o
O Navio Faroleiro Almirante Graça Aranha - H 34, é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, ao ilustre hidrógrafo Almirante Heráclito da Graça Aranha . Foi construído pelo estaleiro Industria Naval Ebin S/A, em Niterói. teve sua quilha batida em 1970, foi lançado ao mar em 23 de maio de 1974, sendo incorporado a Armada em cerimônia de Mostra de Armamento em 9 de setembro de 1976, pela Ordem do Dia n.º 0013/76, do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Gualter Maria Menezes de Magalhães. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata Gauthier José Pereira Filho.
1975
Em 24 de abril, o Capitão-de-Fragata Gauthier José Pereira Filho foi nomeado seu primeiro comandante pela Portaria n.º 0477 do Ministro da Marinha.
Em 12 de maio, o CF Gauthier foi designado pela Ordem de Serviço n.º 007 da Diretoria de Engenharia Naval para compor o Grupo de Recebimento do navio.
A oficialidade do recebimento do Almirante Graça Aranha foi a seguinte:
- CF Gauthier José Pereira Filho -
Comandante - 1º Ten. (MD) ? - Div. Saúde - 1º Ten. (CD) ? - Div. Saúde - 2º Ten. (IM) ? - Enc.Div. Intendência
1976
No primeiro semestre, realizou as provas de cais, de maquinas e as provas de mar ao largo da Ilha de Maricás.
Em 9 de setembro, mesmo dia de sua incorporação, teve sua subordinação transferida à Diretoria-Geral de Navegação - DGN e, em atos subseqüentes, para a Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN e para o Centro Almirante Moraes Rego - CAMR. Ainda nessa mesma data o navio partiu para sua primeira comissão, a SUL I/76 que durou 102 dias, até o porto de Rio Grande-RS, com escalas em Angra dos Reis-RJ, São Sebastião-SP e Paranaguá-PR, em apoio a faróis e balizamentos da costa sul. Nessa comissão construiu o farol da Ponta da Cruz no Paraná e atingiu as marcas de 47.5 dias de mar e 3.225 milhas navegadas.
1977
Em 5 de março, partiu na comissão NORTE I/77, quando entre outras fainas realizou o reposicionamento do farol do Calçoene, no Amapá, que ja havia sido mudado em 1973 pelo NB Faroleiro Arêas - H 27.
Em 10 de agosto, integrou o GT que recebeu a F Niterói - F 40, que chegou ao Brasil, procedente da Inglaterra. Nessa comissão já navegando em formação o navio apresentou pela primeira vez um forte balanço.
Na viagem para abastecimento da Ilha de Trindade, o navio voltou a sofrer esses fortes balanços. Mais tarde foi-lhe acrescentado um lastro permanente de lingotes de ferro e estabelecido um nível mínimo nos tanques de óleo e água, e reduzidos seus pesos altos. Sua estabilidade melhorou, mas não definitivamente. Posteriormente novas alterações resolveram o problema, quando foi aumentada a quilha de balanço e a retirada definitiva das lanchas e embarcações, e seus respectivos turcos rolantes, do convés superior.
1979
Entre 18 de abril e 6 de maio, realizou comissão para reparos no Farol de Abrolhos e reforma das casas dos faroleiros na Ilha de Santa Bárbara, contando com apoio de uma equipe do CAMR.
Sob a orientação da Diretoria de Obras Civis da Marinha (DOCM), teve junto com o NDCC Garcia D'Ávila - G 28 papel de destaque na construção das instalações da Raia de Tiro de Alcatrazes, no litoral do Estado de São Paulo.
Em 13 de dezembro, participou da Parada Naval em comemoração ao Dia do Marinheiro, que contou com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Republica João Baptista de Oliveira Figueiredo, acompanhado pelo Ministro da Marinha, Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca e demais autoridades embarcados na F Liberal - F 43.
1981
Realizou a comissão SUL/81, quando construiu o farol do do Ratão n.º 4, em Santa Catarina.
1984
Entre julho e novembro, realizou a comissão HARMONIZAÇÃO I/84 pelo litoral norte e nordeste, com a duração de 110 dias, sendo 53 dias de mar, perfazendo um total de 7.619 milhas navegadas. Nessa comissão a aeronave Esquilo UH-12 embarcada realizou 67 horas de vôo e 113 pousos a bordo. Foram realizados vários serviços: transporte de material para os Serviços de Sinalização Náutica, inclusive desembarque de 14 toneladas no Radio-Farol de Abrolhos, reparos em 12 faróis e em 25 bóias e a construção do novo Farol Guará na Barra Norte do Amazonas, em substituição ao antigo destruído pela correnteza forte da região.
1986
Realizou a comissão CATOEIRO/86, quando construiu o farol da Ponta do Catoeiro, no Bahia.
1987
Entre 24 de março e 7 de julho, realizou a comissão FAROL NORTE-87. Quando navegava no furo de Tajapuru, o seu leme deu fora. Foi constatada a ruptura de todos os parafusos de ligação dos flanges da saía à madre do leme. A fim de fazer o reparo por bordo foi feita a manobra de água, óleo e pesos do porão para a proa. Além disso, foi necessário jogar parte da aguada fora. O leme foi colocado em posição utilizando-se talhas e, em seguida, parafusos provisórios apenas para coincidência dos furos. Após a confecção de novos parafusos, e substituição dos improvisados, foi desfeita a manobra de pesos, óleo, água, restabelecendo as condições do navio que em seguida demandou o porto de Santana.
1988
Realizou a comissão NORNORDESTE/88, quando construiu o farol da Ponta do Gino, no Pará.
Em julho, rebocou a 1ª Barca Farol Manoel Luis para o recife Manoel Luis.
1989
Entre julho e 30 de setembro, realizou a inspeção e o auxilio a manutenção dos balizamentos das costas leste, nordeste e norte; e obras de recuperação nos radiofaróis de Abrolhos, Santana e São João, além de transportar material para os balizamentos.
1990
Entre 11 e 22 de setembro, durante a comissão ILHAS OCEÂNICAS II/90, mudou o farol do Calçoene de posição pela terceira vez colocando a nova torre mais afastada do rio.
1991
No período de 15 de maio a 31 de julho, realizou a comissão NORNORDESTE-III/91, prestando apoio à sinalização náutica ao longo da costa entre o Rio de Janeiro e o Amapá, incluindo a Barra Norte do rio Amazonas. Nessa comissão foi feita a manutenção dos Faróis de Abrolhos-BA, Preguiças-MA, Santarém-MA, Fernando de Noronha-PE e construiu os faróis de Quatipuru-PA e de Pedreira-AP. Retornou ao Rio de Janeiro em 10 de agosto.
Realizou a comissão FAROL SUDESTE III/91, quando construiu o farol de Icapara, em São Paulo.
1992
Realizou a comissão NORNORDESTE IV/92, na área marítima compreendida entre o litoral da Bahia e do Pará.
A NORNORDESTE IV/92 teve como propósito a manutenção e o apoio de Sinalização Náutica nas costas dos estados brasileiros do leste, nordeste e norte, a fim de contribuir para a Segurança da Navegação e manter atualizadas as informações de auxílios à navegação daquelas áreas. Na ocasião, foram feitos reparos estruturais, carregamento das baterias, verificação dos aparelhos luminosos, tratamento e pintura de oito faróis, em locais de difícil acesso, assim como o reparo e a conservação das casas dos faroleiros residentes nesses faróis. O ponto alto da Operação foi a construção de um novo farol, chamado Farol Camaleão, ao norte da Ilha do Marajó, visando aumentar a segurança da navegação dos navios que demandam a barra Sul do Rio Amazonas, região caracterizada por extensos bancos de areia e baixas profundidades. Tal sinal, concebido pelo Centro de Sinalização Náutica e Reparos Almirante Moraes Rego e estabelecido no tempo recorde de 8 dias, possui 35 metros de altura e alcance de 18 milhas, sendo o décimo quarto construído pelo navio desde sua incorporação.
1993
Realizou a comissão COSTA NORTE I/93, quando construiu os faróis da Ilha Pará, no Amapá e Maria Tereza, no Pará.
Em 19 de outubro, esteve em Santos-SP, tendo a bordo uma aeronave UH-12 Esquilo.
1994
Entre 4 e 7 de março, esteve em Santos, chegando ao porto com a máquina pegando. Estava a bordo o helicóptero Jet Ranger N-5048.
Nos meses de março e abril, realizou a comissão FAROL SUL I/94 na área do 5º Distrito Naval, onde realizou a recuperação do farol de Conchas no Paraná e concluiu a construção do Farol de Itapeva, com o apoio do Serviço de Sinalização Náutica do Sul. O farol consiste em uma torre de alvenaria branca e encarnada, de lanterna rotativa, com 40 metros de altura e alcance de 24 milhas. Localizado no município de Arroio do Sol, a 30 Km ao sul de Torres-RS.
Com a conclusão desse Farol, o navio alcançou a marca de dezessete faróis construídos ao longo de dezessete anos de serviço, além de ter instalado e reparado centenas de outros sinais na costa brasileira.
Realizou a comissão FAROL SUL I/94, quando construiu o farol de Itapeva, no Rio Grande do Sul e realizou a recuperação do farol de Conchas no Paraná.
Até esse ano havia atingido as marcas de 1276.0 dias de mar e 188.597.0 milhas navegas.
Construiu a base de concreto armado do novo Farol de Lençóis Grandes nos Lençóis Maranhenses, que teve a sua construção terminada, em 1995, pelo NF Barão de Teffé, com a instalação da torre metálica em treliça de 49 metros de altura com alcance luminoso de cerca de 20 milhas náuticas.
1996
Em 31 de outubro, foi ativado na Ilha Fiscal, o Grupamento de Navios Hidroceanograficos (GNHo), criado pela portaria n.º 0323, do MM, de 02/09/1996, ao qual o Antares passou a ser subordinado.
1997
Realizou a comissão POIT III/97, de apoio ao Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade. Nessa comissão foi balizado um "heliponto de fortuna" na Ilha de Martin Vaz contando com a participação da aeronave UH-12 N-7051, orgânica do navio.
1999
No primeiro trimestre realizou o embarque de Aspirantes da Escola Naval como parte do Estagio de Verão de 1999.
Realizou a Comissão Farol Nornordeste IV.
Deste a inauguração da Estação Cientifica de São Pedro e São Paulo, foram realizadas 22 viagens de transporte em apoio aos 55 pesquisadores que, nesse período, desenvolveram 11 projetos científicos na área de biologia, sendo que destas, cinco foram realizadas pelo Almirante Graça Aranha.
2000
Em junho, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM).
2003
2004
Em 14 de novembro, às 08:00 entrou no Porto de Santos, para escala durante comissão de apoio ao Farol da Ilha da Moela. No dia 17, ainda estava na área.
2006
Em 15 de fevereiro, foi submetido a VSA pela SIPAA-ForSup (Seção de Investigação de Prevenção de Acidentes do Comando da Força de Superfície).
2008
Em 31 de outubro a 3 de novembro, esteve no porto de Santos-SP.
2009
Em 7 de setembro, participou do Desfile Naval alusivo ao Dia da Independência na orla do Rio de Janeiro, junto com os seguintes navios: NDCC Garcia D’Avila - G 29 e Almirante Sabóia - G 25, F Constituição - F 42, Cv Frontin - V 33, NT Almirante Gastão Motta - G 23, S Timbira - S 32 e Tikuna - S 34, NOc Antares - H 40 e NPa Guajará - P 44.
O u t r a s F o t o s
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
B i b l i o g r a f i a
- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.
- Dantas, Ney. A História da Sinalização Náutica Brasileira e breves memórias, Rio de Janeiro. Ed. FEMAR, 2000.
- NOMAR - Noticias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 435, set. 1979; n.º 439, jan. 1980; n.º 443, mai. 1980; n.º 497, nov. 1984; n.º 530, out. 1987; n.º 551, jul. 1989; n.º 575, jul. 1991; n.º 577, set. 1991; n.º 600, abr. 1993; n.º 617, mai. 1994; n.º 644, fev. 1996; n.º 655, fev. 1997; n.º 676, jul. 1998.
- Revista O Convôo - Informativo de Segurança da Aviação - SIPAAerM, Rio de Janeiro-RJ, n.º 1, Ano XIII, jan/fev/mar 2006.
- Confraria do Bode Verde - http://www.bodeverde.hpg.ig.com.br
- Revista Marítima Brasileira, Rio de Janeiro, n. º 4/6, abr/jun 1999. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|